O preço de ser discípulo de Jesus

Texto Base:

Uma grande multidão ia acompanhando Jesus; este, voltando-se para ela, disse:

“Se alguém vem a mim e ama o seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos e irmãs, e até sua própria vida mais do que a mim, não pode ser meu discípulo.

E aquele que não carrega sua cruz e não me segue não pode ser meu discípulo.

“Qual de vocês, se quiser construir uma torre, primeiro não se assenta e calcula o preço, para ver se tem dinheiro suficiente para completá-la?

Pois, se lançar o alicerce e não for capaz de terminá-la, todos os que a virem rirão dele,

dizendo: ‘Este homem começou a construir e não foi capaz de terminar’.

“Ou, qual é o rei que, pretendendo sair à guerra contra outro rei, primeiro não se assenta e pensa se com dez mil homens é capaz de enfrentar aquele que vem contra ele com vinte mil?

Se não for capaz, enviará uma delegação, enquanto o outro ainda está longe, e pedirá um acordo de paz.

Da mesma forma, qualquer de vocês que não renunciar a tudo o que possui não pode ser meu discípulo.

Lucas 14:25-33

 

Introdução

Hoje vamos encerrar mais uma série de mensagens baseada no livro Uma vida com propósito. Encerraremos com duas mensagens sobre “Ser discípulo de Jesus”.

Aprendemos que discípulo significa aprendiz, seguidor. Somos chamados para seguir a Jesus e sermos parecidos com Ele.

Falamos sobre crescer para ser parecido com Jesus, a Palavra que transforma, provação, tentação, crescimento espiritual leva tempo e;

Agora pela manhã falarei sobre o Preço (o custo) de ser um discípulo de Jesus. Esse chamado é para todos.

Então quanto que tenho que pagar?

O príncipe dos pregadores Billy Grahan, disse que a salvação é de graça, mas o discipulado custo tudo o que temos.

Desenvolvimento

De acordo com o texto lido, precisamos entender que ser parecido com Jesus, ser um seguidor, aprendiz requer:

a) Amor a Ele acima de todas as coisas;

b) Entender que o discipulado é uma construção;

c) É uma batalha constante;

d) É uma renúncia.

Muitas pessoas foram atraídas a Cristo por causa de sua Palavra, de seus milagres, de seu poder, dos pães e peixes que multiplicou e distribuiu, mas poucos foram os que tiveram a disposição para entender o custo de seguir a Jesus.

1 – ABRINDO UM PARÊNTESE – Dois exemplos:

a) Pedro:Eis que nós deixamos tudo e te seguimos” (Lc 18:28). (Ele estava no processo)

b) O jovem rico (Mt 19:16-22), por exemplo, havia dito para Jesus que guardava os mandamentos de Deus: “Tudo isso tenho observado; que me falta ainda?” Jesus mostrou o que lhe faltava. Colocou à prova sua obediência e sentimento de amor a Deus: “Se você quer ser perfeito, vá, venda os seus bens e dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro nos céus. Depois, venha e siga-me” (Mt 19:21).

O jovem, porém, não passou no teste, preferiu ficar com suas riquezas e não quis seguir a Cristo: “Ouvindo isso, o jovem afastou-se triste, porque tinha muitas riquezas” (Mt 19:22).

Todo o seu esforço em amar a Deus havia sido inútil, porque ele não converteu o seu sentimento de amor em prática de amor. Seu tesouro era sua riqueza terrena. “Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração” (Mt 6:21).

Não amava a Deus, não aceitou o processo, não venceu a batalha interna, e não houve renúncia do seu “eu”.

Ser discípulo de Cristo envolve renúncia e entrega total. Não existe meio discípulo, meio cristão, meio crente ou meio salvo. O meio cristão é apenas mais um totalmente perdido, que se encontra na mesma condição do “quase cristão”

Aplicação: Ser discípulo não significa “Jesus se encaixar na sua vida e nos seus planos”, mas “você se encaixar na vida, nos planos e nas exigências de Jesus”.

Jesus dá esse discurso a “grandes multidões que o acompanhavam” (v. 25). O relato de Lucas muda o foco do confronto de Cristo com os líderes religioso para as multidões que queriam viver um cristianismo anônimo, genérico, sem preço a pagar.

Era uma multidão, uma massa de pessoas sem nome e identidade – os “isentões”. Eles seguiam a Jesus “sem compromisso”. A multidão é algo atrativo para o descompromissado, pois não é necessário prestar contas.

A essa multidão, Jesus fala sobre o que significava segui-lo de verdade e não somente acompanhá-lo, na massa, sem se posicionar. Todas as indicações que Jesus dá neste discurso sobre “quem não pode ser seu discípulo” é antecedida de quebra de condições.

 

2 – JESUS COLOCA 4 CONDIÇÕES SOBRE SER DISCÍPULO QUE ESSA MULTIDÃO PRECISAVA OUVIR:

a) Amar a Jesus acima de tudo e de todos

26 “Se alguém vem a mim e ama o seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos e irmãs, e até sua própria vida mais do que a mim, não pode ser meu discípulo.

Amar a Jesus o princípio fundamental da fé.

Quando eu amo Jesus acima de todas as coisas, eu consigo honrar meu pai e minha mãe. Eu consigo amar minha esposa de tal forma que há um respeito mútuo, quando eu amo a Jesus eu não causo ira no coração dos meus filhos, quando eu amo a Jesus eu não tenho dificuldade em liberar um perdão.

b) Entender que o discipulado é uma construção

28 “Qual de vocês, se quiser construir uma torre, primeiro não se assenta e calcula o preço, para ver se tem dinheiro suficiente para completá-la? 29 Pois, se lançar o alicerce e não for capaz de terminá-la, todos os que a virem rirão dele, 30 dizendo: ‘Este homem começou a construir e não foi capaz de terminar’.

– Fases

– Processos

 

c) É uma batalha constante

31 “Ou, qual é o rei que, pretendendo sair à guerra contra outro rei, primeiro não se assenta e pensa se com dez mil homens é capaz de enfrentar aquele que vem contra ele com vinte mil? 32 Se não for capaz, enviará uma delegação, enquanto o outro ainda está longe, e pedirá um acordo de paz.

d) É uma renúncia.

33 Da mesma forma, qualquer de vocês que não renunciar a tudo o que possui não pode ser meu discípulo.

3 – UM INIMIGO SUTIL DO DISCIPULADO – o barateamento da graça de Deus

Toda nossa vida é sustentada pela graça de Deus

A graça de Deus veio para nos libertar e através dela conhecemos o grande amor de Deus que nos constrangeu e gerou um desejo enorme de segui-lo.

Todavia, eu não posso banalizar a graça, eu não posso baratear a graça. Quando eu faço isso, eu deixo Deus fora da minha liberdade, do meu discipulado.

Eu não posso usar a graça para dar lugar ao pecado. É aqui que nós deixamos Deus fora do nosso discipulado!

Jesus disse que para segui-lo, iríamos enfrentar batalhas e renúncias

“Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde? De modo nenhum. Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?”; “Por que? Pecaremos porque não estamos debaixo da lei, mas debaixo da graça? De modo nenhum” (Romanos 6.1,2;15).

Não podemos baratear a graça. Não barateie o sacrifício de Jesus!

A graça barata justifica o pecado e não o pecador.

“A graça barata é a pregação do perdão sem arrependimento, é o batismo sem a disciplina, é a Ceia do Senhor sem consciência (sem confissão de pecados). A graça barata é a graça sem discipulado, a graça sem a cruz, a graça sem Jesus”. (Dietrich Bonhoeffer – Discipulado)

A graça barata não se compromete radicalmente com o Evangelho. Não demonstram frutos dignos de arrependimento, não glorifica a Deus com a sua prática, nela não há conversão genuína.

A graça barata é a inimiga da minha e da sua vida. Hoje somos persuadidos pelo secularismo (materialismo, hedonismo, ceticismo, individualismo, relativismo).

– Materialismo –“Quanto que eu vou ganhar com isso?”

– Hedonismo – a pessoa gasta a vida e energia levando ao máximo sua satisfação pessoal. “Se lhe for agradável, faça!”.

– Ceticismo – o Cristianismo foi experimentado e não funcionou!

– Individualismo – Eu me viro sozinho! Ninguém não tem nada a ver com isso!

– Relativismo – Tudo é relativo. Não importa o que você acredita. Nada é absoluto e por aí vai….

 

4 – A GRAÇA PRECIOSA

7 Mas o que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo. 8 Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo 9 e ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé;10 para o conhecer, e o poder da sua ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte;11 para, de algum modo, alcançar a ressurreição dentre os mortos.

A graça preciosa nos chama para a responsabilidade de sermos discípulos de Jesus, faz com que abandonemos nossos barcos para seguirmos a Cristo, em qualquer circunstância. Essa graça é sobretudo preciosa por ter sido preciosa para Deus, por ter custado a Deus a vida de seu Filho – “vocês foram comprados por preço” – e porque não pode ser barato para nós aquilo que custou caro para Deus. (Bonhoeffer)

CONCLUSÃO 

Jesus faz três chamadas para o discipulado:

a) Venha até mim. Mateus 11:28 “Vinde a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu vos darei descanso.”

b) Venha após mim. Lucas 14:27 “negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”

c) Venha comigo. 1 Tessalonicenses 4:17 “Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares.”

O preço do discipulado é alto, mas vale todos e cada minuto de nossas vidas.