II Timóteo.2:4

Nenhum soldado se deixa envolver pelos negócios da vida civil, já que deseja agradar aquele que o alistou.

Mateus.16:24

Então Jesus disse aos seus discípulos: “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.

I Corintios.15:10 

Mas, pela graça de Deus, sou o que sou, e sua graça para comigo não foi em vão; antes, trabalhei mais do que todos eles; contudo, não eu, mas a graça de Deus comigo.

Romanos.12:1,2

1. Portanto, irmãos, rogo-lhes pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês.

2. Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

Introdução

A vida é uma sucessão de batalhas. Nossas batalhas ainda não terminaram.

“Ninguém que milita se embaraça com negócio desta vida a fim de agradar aquele que o alistou para a guerra.” 2 Timóteo 2.4

Paulo estava dizendo: quem deseja agradar a Deus, não se envolve, não se embaraça, não se perde com as coisas desta vida.

A nossa fé, nosso fervor espiritual, nossa integridade, nossa adoração tem sido bombardeados todos os dias.

De tempos em tempos é preciso reafirmar aquilo em que cremos e rever nossa condição espiritual.

Também somos tentados a esvaziar o evangelho, levando uma mensagem pregada e vivida que não menciona Cristo, que não aponta para Ele, que dilui a cruz e relativiza os princípios.

Um evangelho sentimental, irrelevante, pessoal, humanista e egoísta.

Esse é o Cristianismo sem cruz, sem Jesus.

É somente na cruz que se descobre o amor de Deus e o sentido da vida. Tudo se resume a esta palavra: “Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me” (Mt 16:24).  

 

Desenvolvimento

 

O Apóstolo Paulo entendeu que não tem como haver um Cristianismo sem Jesus, sem cruz.

Após aquele encontro transformador na estrada para Damasco, Paulo pôde entender o significado autêntico da renúncia anunciada por Jesus.

1) Paulo entendeu que a salvação não era alcançada por esforço puramente humanos, mas aprendeu a confiar no evangelho da graça. Renunciou por amor a Cristo tudo o que havia conquistado por amor a Jesus. Suas conquistas ficaram em segundo plano.

Ele disse: Mas pela graça de Deus sou o que sou;e a sua graça para comigo não foi vã, antes trabalhei muito mais do que todos eles; todavia não eu, mas a graça de Deus, que está comigo. 1 Coríntios 15:10.

2) Paulo disse que Deus confundiu a sabedoria humana ao doar-se inteiramente ao homem.

Ele não deixou de anunciar às pessoas a “loucura” do evangelho: “Porque a linguagem da Cruz é loucura para aqueles que se perdem; mas poder de Deus para os que se salvam, isto é, para nós” 1 Cor 1:18-23. A cruz tem a sua linguagem!

I – A linguagem da cruz é o poder de Deus.

Um cristianismo sem cruz não tem poder. Poder para transformar vidas, para restaurar. O poder de Deus na igreja é insubstituível.

O problema é que não queremos negar (abrir mão) do nosso conforto, do nosso bem estar, do nosso sofá, das nossas ideologias, da nossa religiosidade.

Todos estes perseveravam unanimemente em oração e súplicas, com as mulheres, e Maria mãe de Jesus, e com seus irmãos. Atos 1:14

a) Havia uninimidade em oração – “Todos”

b) Havia perseverança na oração – “perseveravam”

c) Havia concordância na oração – “Todos, perseveravam, unânimes em oração”

 

II – A linguagem da cruz requer renúncia, cruz.

Paulo entendeu o que Jesus havia dito aos seus discípulos. A Igreja deve seguir o caminho do Noivo.

a) Um caminho puro e santo

Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus. Romanos 12:1,2

O cristianismo sem Jesus tem a mesma forma que a forma do mundo

b) Um caminho de amor, sem acepção de pessoas.

E, abrindo Pedro a boca, disse: Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas; Mas que lhe é agradável aquele que, em qualquer nação, o teme e faz o que é justo. Atos 10:34,35

Nenhum esforço humano, nenhuma sabedoria humana, nenhuma teologia da “libertação” ou da “prosperidade” é realmente capaz de libertar o homem e fazer com que ele progrida na santidade. Somente o evangelho, o cristianismo de Jesus, onde Ele é o centro de todas as coisas.

c) Um caminho de entrega

E ele se entregou para viver o propósito de Deus.

Mas de nada faço questão, nem tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus. Atos 20:24

É, pois, na morte crucificada que se encontra a verdadeira vida.

Não há redenção sem cruz!

Naquele grupo reduzido de cristãos que receberam o poder do Espirito Santo e inflamaram o mundo com a mensagem da cruz, com o cristianismo de Jesus, não havia um apóstolo chefe. Não havia um padre general ou um pastor rei. Todos eram iguais.

Os apóstolos eram servos. O povo de Deus estava feliz. Jesus Cristo era o cabeça da igreja, a sua presença era visível aos que perseveravam na fé. Os cristãos podiam sentir o sopro do Espírito Santo.

Jesus Cristo é o mesmo de ontem e não mudará no amanhã. A mensagem do Evangelho não mudou.

 

Conclusão

Qual é o tempo da igreja hoje?

É tempo de resgatar a simplicidade da igreja e da própria vida. É tempo de olhar para trás e voltar a ser família cristã. É tempo de amar a Deus e ao próximo. É tempo de viver a dor do outro como se a dor doesse em você. É tempo de marchar na construção e reconstrução de paradigmas, tempo de lembrar que Deus quer ser ouvido e participar de nossa vida. Tempo de orar, compartilhar e ser generoso.

Tempo de destronar o ego e entronizar o Espírito Santo de Deus. Tempo de deixar Deus soprar novos ventos no curso da própria vida. Tempo de parar, descansar, viver o hoje e deixar para Deus as preocupações com o amanhã. Tempo de manifestar gratidão a Deus por respirar e existir.

Tempo de deixar o sobrenatural de Deus invadir a nossa vida e a nossa igreja. Tempo de desfrutar a paz de Jesus Cristo, a paz que excede a todo entendimento. Tempo de ser José ou Maria, de ser João ou Benedita. Tempo de construir relacionamentos consistentes e saudáveis; tempo de brincar com o filho e honrar pai e mãe.

Tempo de ser você com Deus; pois não temos o controle da vida, não somos donos de ninguém e não sabemos quando se dará o fim de nossa existência terrena. É tempo de viver os propósitos de Deus.

E, ainda que as coisas não andem bem, ainda que Deus não tenha revelado tempos ou datas acerca da consumação dos séculos, podemos ter a certeza de que o mesmo Jesus que ascendeu aos céus, depois da ressurreição, um dia voltará para buscar sua noiva gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível e estabelecer o seu reino de glória e de justiça.

Não viva um cristianismo sem Jesus! Ceia.